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Greve nacional na EBSERH avança e trabalhadores no Pará aderem após rejeição de proposta considerada insuficiente

  • 31 de mar.
  • 3 min de leitura

Categoria inicia paralisação e pressiona por ganho real, melhores condições de trabalho e avanço nas negociações do ACT


Trabalhadoras e trabalhadores da EBSERH Hospitais Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) e Bettina Ferro deliberam por greve na categoria - Imagem: SINTSEP-PA
Trabalhadoras e trabalhadores da EBSERH Hospitais Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) e Bettina Ferro deliberam por greve na categoria - Imagem: SINTSEP-PA

 

Belém (PA) – Trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no Pará decidiram aderir à greve nacional a partir das 19h desta segunda-feira (30), após assembleia geral realizada na sequência de ato público. A paralisação ocorre em meio ao impasse nas negociações com a empresa, cuja proposta foi considerada insuficiente pelas entidades sindicais.

 

A decisão foi reforçada após reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), também nesta segunda-feira, que terminou sem acordo. A EBSERH apresentou proposta de reajuste de 80% do INPC, rejeitada pelos trabalhadores, que reivindicam reposição integral da inflação com ganho real, além de avanços nas cláusulas sociais.

 

Pressão por ganho real e direitos

 

A pauta da categoria inclui a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), melhores condições de trabalho e a garantia de férias de 40 dias para profissionais expostos à radiação. Segundo representantes sindicais, não há justificativa para aceitar índices abaixo da inflação diante das perdas acumuladas.

 

A empresa informou que deve apresentar nova proposta nesta terça-feira (31), às 17h, e mantém negociações abertas no TST, onde também está prevista nova rodada de discussão sobre cláusulas sociais.

 

Greve mantida e mobilização reforçada

 

SINTSEP-PA em organização e mobilização da greve dos trabalhadores da EBSERH Barros Barreto e Bettina Ferro - Imagens: SINTSEP-PA

O TST solicitou que o movimento seja mantido no atual nível até a próxima rodada de negociação. As entidades, por sua vez, orientam a realização de assembleias e o fortalecimento da greve nas bases já mobilizadas.

 

A estratégia sindical também busca evitar a judicialização do conflito. Com o lema “Negociação, sim! Dissídio, não!”, as entidades defendem que a abertura de dissídio pode limitar os ganhos da categoria, restringindo o reajuste à inflação.

 

Contexto de precarização reforça mobilização

 

A greve ocorre em um cenário de denúncias sobre condições de trabalho nas unidades hospitalares. No Pará, o SINTSEP-PA identificou problemas estruturais graves no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), incluindo falhas de biossegurança, ausência de vestiários e profissionais submetidos a condições precárias de descanso.

 

O cenário também foi retratado no mini documentário Fachada, que expõe o sucateamento da unidade e reforça a pressão por investimentos na rede pública de saúde.

 

Unidade nacional e reconstrução sindical

 

A mobilização dos trabalhadores da EBSERH integra um movimento nacional articulado pela Condsef/Fenadsef. No Pará, a reorganização do SINTSEP-PA, após a eleição de nova direção, tem contribuído para ampliar a capacidade de mobilização da categoria.

 

A avaliação das entidades é de que o momento exige unidade, organização e pressão política para garantir avanços concretos nas negociações.

 

Sem acordo até o momento, a greve segue como principal instrumento de luta dos trabalhadores.

 

Sem valorização, não há saúde pública de qualidade.


Membros da nova direção do SINTSEP-PA, da esquerda para direita: 1) Aguinaldo Barbosa, 2) Francisco Brito, 3) Cedicio de Vasconcellos, 4) Regina Brito, 5) Assessor Jurídico Marco Apolo, 6) Mário Jorge, 7) Weverson Alves, 8) Ruthleia Alves e Fábio Rogério -  em visita ao Hospital Universitário João de Barros BArreto (HUJBB) - Imagem: SINTSEP-PA
Membros da nova direção do SINTSEP-PA, da esquerda para direita: 1) Aguinaldo Barbosa, 2) Francisco Brito, 3) Cedicio de Vasconcellos, 4) Regina Brito, 5) Assessor Jurídico Marco Apolo, 6) Mário Jorge, 7) Weverson Alves, 8) Ruthleia Alves e Fábio Rogério - em visita ao Hospital Universitário João de Barros BArreto (HUJBB) - Imagem: SINTSEP-PA

(Matéria em atualização)

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