Mobilização sindical leva luta por isonomia salarial à Presidência da República
Entidades cobram correção das distorções no Executivo Federal e defendem recursos no Orçamento de 2027 para garantir valorização salarial ao conjunto dos servidores

Por SINTSEP-PA
Com informações do Sindsep-DF e Condsef/Fenadsef
A mobilização das entidades sindicais em defesa da isonomia salarial e da correção das distorções remuneratórias no Executivo Federal chegou à Presidência da República nesta quarta-feira (9), em Brasília.
Representantes dos servidores apresentaram uma pauta de reivindicações e defenderam a previsão de recursos no Orçamento de 2027 para garantir avanços aos segmentos que ficaram de fora das recentes reestruturações.
A reunião ocorreu antes de uma manifestação organizada pelo Sindsep-DF, entidade filiada à Condsef/Fenadsef, em frente ao Palácio do Planalto. A pressão sindical abriu um canal de diálogo com representantes da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Presidência.
As entidades alertaram para o aprofundamento das diferenças salariais entre carreiras do Executivo Federal e defenderam uma política de valorização que alcance o conjunto do funcionalismo.
Segundo o Sindsep-DF e a Condsef/Fenadsef, embora a Lei nº 15.367/2026 tenha promovido avanços na estruturação e reestruturação de determinadas carreiras, parcelas importantes dos servidores administrativos dos níveis intermediário e auxiliar, carreiras de nível superior e servidores estabilizados pelo artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) não foram contempladas.
Entidades cobram recursos no Orçamento de 2027
"Entre as principais reivindicações está a inclusão de recursos na Lei Orçamentária Anual de 2027 para permitir a correção das distorções e assegurar tratamento salarial mais equilibrado entre os servidores do Executivo Federal", afirmou Cedicio de Vasconcelos Monteiro, coordenador geral do SINTSEP-PA.
A pauta sindical também inclui demandas relacionadas aos trabalhadores demitidos durante o governo Collor e anistiados pela Lei nº 8.878/1994, além da revisão das demissões de trabalhadores da Conab com idade igual ou superior a 75 anos.
Durante a reunião, representantes da Presidência reconheceram a importância da discussão sobre a previsão de recursos para 2027 e informaram que parte das reivindicações já está em análise pelo governo.
Representante do governo federal solicitou ainda que as entidades formalizem a pauta por meio de ofício. O compromisso apresentado foi articular as reivindicações com os órgãos responsáveis, especialmente o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e posteriormente realizar uma nova rodada de diálogo.
Organizações sindicais seguirão mobilizadas
Para as entidades, a abertura do diálogo é resultado direto da mobilização e da pressão organizada dos servidores públicos federais. Condsef/Fenadsef e sindicatos filiados defendem que nenhuma parcela da categoria seja deixada para trás nas negociações sobre carreiras e remuneração.
"O SINTSEP-PA, como entidade que integra essa luta nacional, reforça a defesa da valorização do conjunto do funcionalismo e da correção das desigualdades salariais no Executivo Federal", concluiu o dirigente sindical.
A luta pela isonomia não pode significar apenas aproximar tabelas remuneratórias. Deve fazer parte de uma política permanente de valorização dos servidores, fortalecimento das carreiras e defesa dos serviços públicos oferecidos à população.
As entidades sindicais seguirão mobilizadas para cobrar do governo federal respostas concretas, recursos no Orçamento de 2027 e negociações que avancem na isonomia e na valorização de todo o funcionalismo público federal.
Fonte: Sindsep-DF, com Condsef/Fenadsef












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