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A LUTA POR REPARAÇÃO DOS INTOXICADOS DA FUNASA

  • 3 de fev.
  • 2 min de leitura


Documentário da TV Câmara revela drama dos servidores da FUNASA intoxicados por DDT


Produção exibida em 2009 resgata memória de trabalhadores expostos a veneno no combate às endemias e reforça luta por reparação



Exibido em 3 de março de 2009, o documentário da TV Câmara intitulado “Funasa não reconhece intoxicação por DDT entre ex-guardas da SUCAM” lança luz sobre uma das páginas mais silenciadas da história recente da saúde pública no Brasil: a exposição de servidores da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), herdeira da ex-SUCAM, ao pesticida DDT durante ações de combate às endemias, especialmente na Amazônia e em regiões periféricas do país.


A produção reúne depoimentos de trabalhadores enviados a campo por décadas sem equipamentos adequados, sem informação plena sobre os riscos e sem proteção institucional, que acabaram pagando com a própria saúde pela execução de políticas públicas hoje reconhecidas como nocivas. Muitos convivem com doenças crônicas, sequelas neurológicas e perdas irreparáveis, enquanto seguem sem acesso integral a tratamento, sem reparação e sem reconhecimento oficial dos danos sofridos.


Além de expor o impacto humano da contaminação, o documentário evidencia o abandono estrutural enfrentado por esses servidores após cumprirem seu papel no enfrentamento de endemias. Os relatos de negligência e a luta por direitos escancaram a dívida histórica do Estado brasileiro com trabalhadores que levaram saúde aonde o próprio poder público não chegava.

“Nesse processo de enfrentamento, o SINTSEP-PA tem papel histórico: foi o primeiro sindicato, em nível nacional, a denunciar publicamente a intoxicação por DDT entre servidores da FUNASA. Desde o 3º congresso da entidade realizado em Marabá em 1988, o sindicato trava uma luta política e jurídica contra o tempo para garantir tratamento adequado, reconhecimento dos danos e políticas de reparação aos trabalhadores adoecidos. Essa atuação foi decisiva para romper o silêncio institucional e levar o tema ao debate público e às instâncias de responsabilização do Estado” afirma Cedício de Vasconcellos Monteiro, Coordenador Geral do SINTSEP-PA.

Mais do que um registro audiovisual, a obra se afirma como instrumento de memória e denúncia. Em um contexto de naturalização da precarização do trabalho e do descarte de quem adoece a serviço do Estado, o filme convoca a sociedade a reconhecer o passado para exigir justiça no presente: assistência integral em saúde, políticas de reparação e responsabilização institucional.


Ao resgatar essas histórias, o documentário reafirma um princípio básico: não há política pública legítima sem responsabilidade com quem a executa. Manter viva a memória dos intoxicados da FUNASA é recusar o apagamento de uma geração de trabalhadores expostos ao veneno e, depois, deixados à própria sorte.


Memória, verdade e reparação aos intoxicados da FUNASA.

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